Há 13 anos, Michael Jackson. Hoje, sexta-feira 13, Madonna. E uma vez mais a imprensa sentou-se na laje pra ver um astro internacional na favela Santa Marta. “Afinal, é Santa Marta ou Dona Marta?” perguntaram, um punhado de vezes. Santa Marta é a favela. Dona Marta, o morro.
Disseram que ela iria pro Complexo do Alemão. Ou Vigário Geral. Mas foi lá em cima da favela recém-pacificada que Madonna apareceu. E ó, até no morro Madonna entra pelos fundos. No caso, por Laranjeiras. A segurança é digna de chefe de Estado. “Só passam a Madonna e o governador”, avisou o policial. Parte da imprensa ficou barrada no bloqueio e não conseguiu chegar a tempo à favela.
Aliás, vale dizer que a presença da cantora no Santa Marta não causa somente alegria aos moradores. Traz transtornos. O último trecho do plano inclinado, por exemplo, inaugurado no ano passado, foi fechado por algumas horas e, por isso, os moradores tiveram que subir boa parte da favela a pé. Muitas vezes, com os filhos pequenos no colo. Foi o que aconteceu com uma mãe que tem uma casa na rua mais alta do morro, a rua da Floresta.
Lá em cima, não tinha laje vazia. Mentira. Tinha sim: “Ó, se vocês subirem aí, esta laje vai desabar!”, berrava do andar de baixo a dona do barraco. Todas as outras (com vista para o campo de futebol) estavam ocupadas. E sob aplausos, gritos e olhares de todas as lentes, de todos os tamanhos, Madonna desceu a escadaria que dá acesso ao campo de futebol.
Juliana Rezende, fotógrafa do EGO, teve o esforço da semana recompensado com boas fotos. Eu cheguei bem em cima da hora mas consegui fazer alguma coisa. Fiquei na laje da Luzia, ao lado da cachorra Lassie. “Você ficou esse tempo todo na frente do hotel e, no fim das contas, teve que subir o morro pra ver direito a Madonna?” perguntou cheia de razão a moradora. Pois é.
* Por conta da Madonna, as fotos da semana passada ficam para a próxima.

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